Comunicação em Alto Nível

Comunicação em Alto Nível

Em uma publicação da FIESP, citando a Abimaq: “Enquanto a idade média das máquinas da indústria de transformação é de 4 anos na Alemanha e de 7 anos nos Estados Unidos, o parque industrial do Brasil já está chegando perto da maioridade: 17 anos.”

Ainda acrescenta que: “Nosso parque industrial é muito antigo, isso tira competitividade e significa subinvestimento em maquinário”.

É notório que o investimento em máquinas novas para o processo de manufatura das indústrias aumenta a produtividade e contribui para o avanço tecnológico do parque fabril.

Os fabricantes de máquinas são inúmeros, podendo produzir desde de maquinas em série — como injetoras, máquinas de corte a laser — à máquinas com características especiais, como prensas ou com berços sofisticados. A escolha de qual depende bastante dos contextos operacionais.

Já a escolha de um parceiro de software para a integração com estas máquinas, que são muito variadas e sem um padrão específico, é uma decisão estratégica. Estratégica pois a escolha irá nortear as decisões, desde curto ao longuíssimo prazo, pois visa contribuir para a perpetuidade da operação.

Aqui na Sequor, conversamos com essas máquinas e, veja bem, não são poucas! Com o passar do tempo, conversarmos com mais e mais máquinas, um número que não para de crescer. Nessas conversas fica claro, enquanto as escutamos, que o nosso foco é ajudá-las a adquirir sempre mais qualidade e robustez de comunicação, para atingir, de fato, constantes otimizações e impacto positivo na efetividade transversal dos nossos clientes.

A nossa base de conhecimento vem de optarmos, desde sempre, por desenvolver um driver de comunicação. Drivers de comunicação fazem parte da camada de mais baixo nível de software, isto é, aquele cuja sintaxe está mais distante do que conhecemos por linguagem e que possibilita transformar software em conteúdo, em dado, em informação e, enfim, sabedoria.

São 17 anos desenvolvemos drivers na Sequor.

No entanto, a história começa bem antes: o nosso background vem desde os anos 90, com a automação comercial, desenvolvendo drivers para impressoras fiscais e leitores.

Nos anos 2000, os drivers eram para servomotores com protocolos profibus, serial, modbus e controladores lógicos programáveis para máquinas de processos industriais.

Independente de quando, sempre os desenvolvemos com o devido cuidado de fazer os dados chegarem nos bancos de dados nas tabelas estruturadas. Por consequência, conseguimos eliminar os intermediadores e seus custos; tanto os com recursos, quanto os de tempo.

Afinal, sob ponto de vista de comunicação, quanto mais intermediadores, maior o ruído nela. Isso porque quem controla os intermediadores, controla os dados. Atualmente — por conta de decisões estratégicas que tomamos no passado — sabemos como fazer isso. Ao conversar direto com as máquinas, evitamos o risco de “telefone sem fio” ao computar da fonte os seus sinais, sejam eles vitais, de falhas de alarmes de ciclos ou mesmo de saúde da máquina e da produção.

E isso, do ponto de vista do mercado, é parte dos nossos diferenciais. Hoje, ele sabe que a Sequor possui o conhecimento de como programar o CLP (Controlador Lógico Programável) e sobre o padrão IEC61131. E até mesmo que sabemos como programar em ladder, em texto estruturado ou em graph set.

Por anos, fizemos máquinas com medições estáticas e dinâmicas, isso nos qualificou ainda mais para programação no nível de máquina: podemos levar dados para bancos, estruturados ou não, e apresentá-los com uma visão analítica, contribuindo na rápida e assertiva tomada de decisão.

Além da Sequor ter em seu portfólio a experiência de monitorar em tempo real mais de 100 dispositivos de apertos eletrônicos, dentre eles Stanley, AtlasCopo e Deprag.

Criamos também uma linguagem de programação visual proprietária O Logus que, atualmente, controla mais de 30 processos de manufatura 24×7.

Dada importância deste contexto, pois a base da pirâmide de arquitetura de sistemas é o que sustenta tudo o que vem acima dela. Com uma base bem estruturada é um passo a mais para projetos e sistemas de processos de manufatura darem certo.

Por anos, estamos estudamos inúmeros protocolos e, assim, acumulando conhecimento de como implementar cada um deles, como os descritos abaixo:

Temos comunicação com os seguintes fabricantes de CLP já desenvolvidos

  • Schneider
  • Rockwel
  • Siemens
  • Omron
  • B&R
  • Eaton

Temos drivers de comunicação já desenvolvidos com os seguintes fabricantes:

  • Atlas
  • Deprag
  • Stanley
  • Siemens
  • Uson
  • Zebra

E não paramos por aí: sabemos como funcionam os tipos de sinais — digitais ou analógicos — e, também, como colocar uma lógica de PWM, quando necessário, ou mesmo um bloco de contagem rápida para pegar um ciclo, caso ele seja mais rápido que um Relé possa captar. Na nossa engenharia de aplicação e operação sabemos, também, como fazer um projeto elétrico, obviamente nos qualificando fazer leituras e interpretação de um.

Com todo esse conhecimento adquirido, também optamos por criar o nosso próprio broker de variáveis que publica remotamente os dados vindos diretamente dos drivers, possibilitando que toda a rede de comunicação visualize tudo o que esta acontecendo com um determinado conteúdo, caso esta tenha permissão para tal.

Em suma, a aplicação dos aprendizados nos permitem avaliar rapidamente quais os tipos de equipamentos que possuem ou não comunicação, e como solucionar ambos os casos já que, na vida real das fábricas, são inúmeras máquinas de inúmeros fabricantes com inúmeros processos distintos.

Por isso, quando se escolhe um parceiro, é importante ter a liberdade de escolher tanto o software, quanto o hardware, afim de não se ver obrigado a limitar o uso de maquinários a só fornecedor.

Por fim, existe um esforço coletivo em padronizar este tipo de comunicação de integração entre máquina e software como, por exemplo, o protocolo OPC. A Sequor é contribuidora das decisões que rumam o futuro deste protocolo, há mais de uma década, como Corporate Members da Opc Foundation.

Assim, podemos usar tudo que hoje sabemos para permitir um presente com máquinas cada vez mais fáceis de se conversar e ter todos seus benefícios intrínsecos difundidos.

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